a fazenda santa mônica foi uma das melhores invenções de meu pai depois de mim, de Larissa (14) e de Cláudio Filho (8): a prole Pereira, o trio parada dura. ela fica situada próxima à cidade de Senhor do Bonfim e é geralmente ponto de encontro familiar de festejos e matanças de saudade.
o lugar é incrivelmente rodeado de um verde intenso e vivo, e de um céu que normalmente nos apresenta inigualáveis pores do sol e estrelas que jamais poderíamos apreciar nas grandes cidades. lá fica uma simples casa amarela pronta para nos proteger e suprir quando necessário, mesmo que todos costumem se espalhar na brisa da varanda ou nos espaços que vão até as fronteiras permitidas por cancelas e cercas.
é lá que eu costumo me dividir entre conversas agradáveis e o silêncio do alto do meu cavalo, Prateado. é com ele que partilho longos suspiros ao assistir mais um espetáculo do sol ao deitar no horizonte, e passeios com e sem emoção pela área natural da fazenda.
domingo passado fizemos algo diferente. foi a primeira vez que participei de uma cavalgada. não sei precisamente quantos km percorremos montados e tampouco consigo contabilizar a quantidade de paradas durante o caminho. posso afirmar que estavam presentes mais de 30 cavaleiros na largada do evento e havia apenas uma mulher no meio de toda essa macharada: eu, acompanhada de meu pai, meu avô e um funcionário/amigo da família.
a experiência de estar entre marmanjos de diferentes estilos, idades, classes sociais e interesses foi, de todo, engrandecedora e divertida. no olhar de observadora e intrusa, me vidrei nos papos políticos, agrários e cotidianos daquele bando aventureiro e aproveitei um domingo completamente fora do comum que terminou cheio de dores no corpo e muitas novas informações para armazenar e levar pelo caminho.
em um dos pequenos botecos que paramos no meio do caminho tocou no rádio essa música e eu senti meu coração se encher de orgulho da vida e do seu modo de se apresentar a cada um dos seus navegantes diante das alegrias e tristezas do caminho. como diria Lulu, não existiria luz se não fosse a escuridão.
como um velho boiadeiro
levando a boiada
eu vou tocando os dias
pela longa estrada, eu vou
estrada eu sou.
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♫ tocando em frente - Almir Sater.

Adoro !!!! Espero ser convidada eim???? Amo esse clima, essa vista e essa gente.
ResponderExcluirLembrei das minhas cavalgadas por essas terras...
ResponderExcluirEspero poder ir outras vezes, o mais rápido possível. :}
Ps: Como sempre, uma delícia te ler.